segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Eu queria que ela dissesse alguma coisa, qualquer coisa. Qualquer coisa que eu pudesse tocar.
Toda aquela conversa me fez perder a certeza em acreditar que tudo aquilo era melhor,
que era um passo atrás para não acabar.
Eu menti tão sinceramente que quase escorreguei confusa não fosse pelo
gosto amargo de cada palavra.
E eu queria dizer tudo ao contrario mas você há tanto tempo
perdeu a coragem. Mesmo o seu “não” era tão sem convicção que eu só pude
olhar bem longe e implorar pra qualquer um capaz de ouvir o silêncio.
Que tortura deixar para eu dizer tudo o que eu jamais quereria ouvir.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Eu sempre amei esse lugar, mas é tão vazio sem você. Com tantas cores, ainda assim me sinto gasta. Um cinza desbotado pelo tempo.
Foram tantas marcas deixadas que eu não saberia distinguir as que mais doeram, mas estamos aqui tentando tapa-las e com tanta força, parece inutil.
Todo o meu coração, batendo tão, tão devagar... ele poderia parar. Toda essa luz,parece ofuscar aquilo que eu já sabia. Você dizia me ter e eu teria você... acho que eu sempre soube.
Eu andando em volta, pareço diminuir. Mas era aqui, aqui diziamos crescer, nesse pequeno quarto, tão colorido, tão marcado. Nós ajudariamos um ao outro... acho que eu sempre soube.
Eu fiz disso o meu lar e amei tudo, eu risquei cada parede e eu pintei todos os quadros...
Por favor não coloque as suas obras, não tente disfarçar suas tantas faces pois eu as conheço bem.Conheço as suas marcas e sei quais foram minhas.
Abrirei todas as janelas e isso me ajudará a levantar, porque eu sempre soube, eu estou aqui para ficar.Para viver outros dias nessa pequena sala.Não é triste, é só o fim.